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segunda-feira, 22 de março de 2010

“Pela estrada afora...”






“Pela estrada afora...”
Lembram dessa musiquinha de criancinha, da chapeuzinho vermelho?
Pois é! Pra quem lembra, gostaria de dizer que não vou levar “doces para a vovozinha”!
Vou caminhar sim!
Quase todo santo dia, pelo Calçadão da Avenida Beira Mar (Av. Marechal Mascarenhas de Morais).
Caminho por prazer, e por necessidade. Nestes tempos bicudos, a caminhada é um hábito saudável que mantenho.
Vou do centro até quase a enseada do Suá!
É uma boa caminhada.
Vejo os portos, navios e toda aquela paisagem, vejo a água do canal (imunda e poluída infelizmente), o resto de manguezal, as ilhas com suas casinhas, as Garças brancas e cinzas os esgotos fedidos e ofensivos.
Todos vêem, algumas dessas coisas nem se precisa de olhos, o odor já denuncia a presença do esgoto.
Já vi neguinho “puxando fumo”, ou crack, mendigo urinando na mureta e sob as vistas das senhoras que por ali caminham. Presenciei também senhoras e senhores idosos caindo ou torcendo o pé naqueles buracos infames do piso quando se soltam as tais pedras portuguesas.
Policiamento ou segurança a qualquer hora do dia? Nem pensar! A noite então seria talvez utópico.
Que pena.
Tudo estava indo tão bem!
O Exmo. Sr. Prefeito, certamente o também tão ilustríssimo Sr. Secretário de Obras e toda a equipe (competentíssima com certeza) que certamente estão a par das condições do dito calçadão e dos males, prejuízos e problemas que nós, cidadãos pagadores de impostos (os mais diversos) e eleitores, enfrentamos todo santo dia. Seja em caminhadas salutares, passeios ou simplesmente pelo uso necessário daquela via.
Iniciaram a reforma e recuperação do piso (Que além de péssimo era extremamente inclinado) e aquelas miseráveis pedras portuguesas!
Ah.... Isso é a tal idéia de “jericos”.
Vamos parar com isso gente!
Continuando.
A coisa ia bem, mureta nova, com buraquinhos apropriados aos caniços e varas de pescar, até banquinhos tem em certo trecho. Abrigos reformados, bonitos e não mais que de repente! PARA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER.
Para tudo! Sem explicação, sem solução, sem continuidade, sem respeito a nós, ao nosso dinheiro. Aos nossos direitos.
Vejam a imagem da placa (Valor da obra) que ainda está por lá!
Todo dia, seja em que horário for, tem gente trafegando e tem os andarilhos que assim como eu faço, caminham vendo a bela paisagem.
Além da conclusão das obras, falta uma SINALIZAÇÃO clara aos CICLISTAS de forma educativa para que não tenhamos que nos esquivar rapidamente, com agilidade de um “The Flash” afim de não sermos atropelados pelos incautos (Velozes e furiosos) usuários de bicicletas. Não é surpresa agente sentir o ciclista-bala, passar ao lado, quando não nos assustam com buzinas as mais variadas, aí piora, fazem o chamado “golpe de vista” que podem causar um atropelamento-a-vista e seqüelas a prazo.
Isso acontece perigosamente em especial nos pontos de ônibus (lotados) próximos a Praça Presidente Getúlio Vargas e a praça Pio XII é de arrepiar os cabelos...
Falta também uma sinalização específica referente à quilometragem percorrida e até um aviso para quem quiser fazer parte das atividades do postinho que fica próximo ao Hospital São Lucas, para quem desejar, aproveitar dos exercícios e até medir pressão e verificar o peso.
Já está tudo ali mesmo, então não precisa ser secreto! Informação à comunidade tem que ser compartilhada.
Falta VERGONHA NA CARA (dos responsáveis pela limpeza pública e por parte da comunidade), pela imundície que se acumula nas margens do canal, entre as pedras do aterro e que servem de alimento para as ratazanas (quem já viu sabe que aquilo ta mais para rato mutante gigante que para qualquer outra coisa). Não é qualquer gato que se arriscaria a ir naquele território hostil. Talvez nem todo cachorro.
Se desejar veja o vídeo “A última moda da terra” no youtube, a respeito desse tema.
Lembrei do episódio dos “Simpson’s” onde o Bart encontra um peixe mutante de três olhos no rio da cidade!
Contudo o papo é sério!
Campanhas educativas gente! Educação, informação é a única saída!
Creio que as imagens demonstram bem o que escrevo e sei que mais usuários, notadamente moradores do centro compartilham e até podem acrescentar a este relato.
Então quero registrar através deste espaço democrático, apoiado pelas fotos que faço sempre, o meu protesto veemente sobre o péssimo estado do trecho de calçadão a ser concluído, a falta de sinalização absoluta e inexistência de policiamento ou segurança pública.
Creio ser uma das tantas bandeiras que teremos em nossas mãos, com a recém criada Associação de Moradores do Centro (AMACENTRO) a finalização das obras do calçadão, já que houve aporte financeiro, liberação de verba, sem finalização da obra nem prestação de contas.
Como cidadão e usuário dos espaços públicos, morador do centro, essa é minha opinião e apelo.
E tenho dito.
Um fraterno abraço a todos

Ricardo Araújo. ricaru


O nosso muito obrigado ao Ricaru que contribuiu com o blog nos mandando este artigo!

Equipe Viva o Centro

sábado, 21 de novembro de 2009

Parque Moscoso


Lembro-me o quanto eu brincava neste Parque. Acho que brincávamos mais do que os garotos de hoje. O Parque era menos moderno, mas nos proporcionava muito mais lazer. Não sei se são as crianças de hoje ou se é o Parque que mudou. Sei, claro, que os tempos atuais são bem diferentes dos da minha infância barata e com os pés sem chinelos. Mas lamento que nosso amado Parque não possua mais aqueles carrinhos que davam a volta por todo ele. Posso, também, estar enganado sobre algumas coisas, mas estou certo de que não se brinca como antigamente.
Vinicius Simões

domingo, 6 de setembro de 2009

Eu Quero Descer e Respirar.


Sabe o que eu quero? É poder descer, respirar, ver pessoas. Eu quero me socializar. Não posso ficar no calabouço do meu apartamento vendo o sol se por e esperar o mesmo voltar para eu sair. Eu quero descer com minha família, pois estamos cansados de Shopping e carro. Queria ir à praça sentar nos bancos e brincar com meu filho. Será que terei que sair do meu bairro para rir e me divertir? Eu queria, juntamente com as pessoas de minha idade, poder fazer alguma atividade para passar meu tempo tão vazio. Queria sair do abrigo. Queria andar de noite no meu bairro sobre a luz. Não suporto mais estas quatro paredes recheadas de tecnologias para compensar o meu estado de prisão. Queria usar o elevador á noite mais vezes, descer relaxar meus neurônios e nervos energizados pelo dia de trabalho, e depois subir novamente. Eu não conheço as pessoas do meu bairro, só as vejo repentinamente. Quero descer e respirar. Minha janela é que normalmente me reporta para a liberdade. Com meus braços sobre ela é que consigo ver minha rua e fico por aqui mesmo. Para que vou descer? Estamos trocando nosso lazer e sociabilidade por segurança. Estamos trocando! As ruas do Centro à noite, exceto ao redor de alguns bares, não se vê ninguém, somente algumas pessoas andando a passos rápidos vindas do trabalho com medo e ansiosas para chegar em casa.Quem vai na Costa Pereira de noite? Ninguém. Pois não há nada lá. Quem desce do prédio para fazer uma caminhada? Ninguém. Muitas ruas escuras e sem segurança. Quem desce do prédio para alguma atividade de lazer ou mesmo caminhar com a família? Ninguém! Fazer o que no Centro à noite? Não há atrações, eventos, ou atividades de lazer. Estão dizendo por aí que o índice de criminalidade no Centro está diminuindo. Mas é claro que está! O criminoso vai assaltar quem? Não há ninguém nas ruas! Polícia para que? Policiar quem? É isso. Estamos perdendo nosso lazer, nos trancando em nossos apartamentos, para a redução da criminalidade. Isso mesmo. É só deixar a população dentro de casa trancada que os crimes diminuem. Será que temos que escolher? Não. Temos o direito de segurança e lazer sem o comprometimento de nenhum dos direitos. Eu quero descer.
Vinícius Simões