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domingo, 25 de abril de 2010

O Viaduto Caramuru




Foto antiga da rua vista de cima do Viaduto

Viaduto atualmente

O Viaduto Caramuru foi construído em 1925 com o objetivo de ligar as ruas Dom Fernando e Francisco Araújo e servir de passagem para o bonde, que então circulava em direção à Cidade Alta. Dizem que o bonde, entretanto, nunca chegou a atravessar o viaduto, ou porque temiam que ele não agüentasse o peso ou porque o bonde não era capaz de fazer a curva que ligava as ruas ao viaduto.

Logo abaixo se encontra a Rua Caramuru, local histórico, onde teria ocorrido uma batalha contra holandeses que tentavam invadir a ilha em 1640, pois naquela época a ladeira levava ao Porto dos Padres, utilizado pelos freis do Convento de São Francisco.

O nome do viaduto, e da rua sob ele, foi dado em homenagem aos Caramurus, membros da Irmandade de São Benedito do Convento de São Francisco, que foi extinta no início do século XX. O nome surgiu a partir de conflitos com os irmãos de outra irmandade do mesmo santo, situada na Igreja do Rosário, que receberam o nome de Peroás.

Durante a década de 1930, algumas casas que ficavam próximas ao viaduto foram derrubadas para o alargamento da rua Caramuru e o viaduto, situado próximo também da Igreja de São Gonçalo, foi reformado durante as décadas seguintes.

Para quem vem do Parque Moscoso, o viaduto é praticamente o portal para a Cidade Alta. Sua beleza é indiscutível. Ás vezes penso como seria se o antigo bondinho voltasse a circular ao menos na Cidade Alta, não digo nos dias de semana, até porque se torna praticamente inviável. Mas imaginem se funcionasse aos sábados e domingos, seria uma ótima forma de fazer um turismo diferente pelo Centro. Uma réplica perfeita do bondinho, com direito a guia a caráter e música da época! Não seria o máximo?

Abraços,


Sarah Vianna

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O Mercado Capixaba pede Socorro

 

Situado na Av. Jerônimo Monteiro, o Mercado Capixaba tenta não cair no esquecimento da população. No centro de um caldeirão comercial ele ainda sobrevive ao tempo oferecendo seus artesanatos em argila, palha, bambu, entre outros.
O Mercado foi projetado pelo arquiteto Joseph Pitilick e possui formas ecléticas e neoclássicas, formas estas que podem ser percebidas também no prédio da FAFI.
Ele foi construído com o intuito de substituir o antigo mercado municipal que não atendia mais as necessidades da Capital. Nessa época, o mar batia próximo de sua fachada onde havia um atracador para pequenas embarcações que traziam os produtos.
Inaugurado em novembro de 1926, foi uma das importantes obras do governo Florentino Avidos (1924/28). Em 1983, o prédio foi tombado pelo Conselho Estadual de Cultura.

Em 1996, após ter passado por uma ampla recuperação, o segundo andar do Mercado se tornou a sede da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.
Em outubro de 2002 a estrutura sofreu um incêndio que obrigou a Secretaria a se deslocar para outro endereço devido à destruição.

Hoje, sendo bem sincera, quando passo pelo Mercado não me sinto atraída em entrar e comprar algo. Por motivos bem óbvios, a estrutura está bem acabada, sem estética alguma, seu interior está bastante deteriorado por infiltrações e mofos.
Enfim, um Mercado que leva o nome de Capixaba e que tem a responsabilidade de vender o artesanato da Capital e do Estado, merece um pouco mais de atenção. Não sei se já notaram que nas entradas do Mercado há bandeiras brancas com a mensagem: “SOS O Mercado Capixaba pede Socorro”, e pede mesmo!
 

Sarah Vianna

Obs.: Não achamos uma foto digna na internet! Quem tiver uma foto melhor e mais atual do Mercado pode enviar para nosso email vivaocentrovitoria@gmail.com Obrigada!